Sempre que te tenho é contagem
Decrescente
De tudo quanto é finito,
E cada olhar teu que sinto
É só mais um que já passou.
Todo o princípio é passagem
Indolente
Rumo ao fim adiado mas escrito...
E eu docemente minto,
Insciente, a ti e ao que sou.
E chega o dia, chega a hora,
Do final
E num repente já não és nada que eras:
Será que foste tu a morta em mim,
Ou será que fui eu que te morri?
Nada sei, é sempre cego ver p'ra fora:
Se afinal
Vejo-me eu em quaisquer esferas.
- Ultimamente, o constatar dum fim,
É igual a um novo início, igual a ti.
