Mais um delírio febril,
De qualquer maneira,
Só que agora com febre -
Ainda que o não fosse a outra,
Que o era tanto.
O que será o almoço
Que não existe
Por ainda não existir,
Tal como eu não existo
(Porque não vou comer?)
Porque vou existindo...
Vejo sempre os três lados da moeda -
Guernica intelectual.
E são as palavras que me abandonam,
Ião do processo que restou,
Nesse limbo,
Nesse limbo,
Nesse limbo,
De nunca chegar a ser que sou.
Sei que é fútil.
Toda a procura por um encontro,
Toda a partida que nunca chega,
Todo o tempo queimado a escrever eu,
Escrevo!! Todo eu, queimado pelo tempo.
Talvez hoje seja o dia em que morra.
Não por uma febre do corpo,
Mas da alma - a ironia mais pura -
Se é a única crença,
Falsa
Ou não
Que me mantém vivo.
Nada faz sentido,
Por isso aqui vos deixo,
E escusam perguntas ou análises profundas,
Com um elefante, magnífico, a jogar mikado - numa praia de alcobaça.
Joga! Joga elefante! Joga!
E vou dizer que isso é a vida,
E vou dizer que isto é o amor.
Caíu mal.
(Deu merda)
E estou a ficar sem tinta no tecl
